fbpx

Tag: custos

Redução de custos

Redução de custos ou aumento dos negócios? Eis a questão!

Os Programas de Redução de Custos, que geralmente são implantados nas organizações, não deveriam ser tratados de forma pontual e esporádica, pois, muito mais do que um projeto, deveriam ser tratados como uma questão de cultura.

Num ambiente de altíssima competitividade e que se altera a todo instante, devido às mudanças repentinas nos hábitos dos consumidores, ou nas regras do mercado, os recursos das empresas devem ser aplicados com o máximo de rigor, avaliando cada centavo a ser gasto.

Não se pode esperar que a situação da empresa se agrave para que os dirigentes resolvam implantar um rigoroso Programa de Redução de Custos. Por isso, buscamos responder a pergunta: redução de custos ou aumento dos negócios ou podemos pensar nos dois ao mesmo tempo?

Qual a imagem que fica com a redução de custos?

Se no curto prazo os Programas de Redução de Custos resolvem o problema financeiro da empresa, por outro lado, no médio e longo prazo eles passam uma imagem, para o público interno e externo, de incapacidade de gestão, descrença no futuro, desconfiança nos dirigentes, fraqueza, etc.

Dirigentes que não se preocupam em mudar definitivamente a cultura da empresa, criando um ambiente de constante motivação, estão constantemente voltando às velhas e antiquadas maneiras de reduzir custos: cortar indiscriminadamente pessoal, marketing, pesquisa e desenvolvimento, ações de PDV, capacitação, treinamento, etc. etc.

E é aí que mora o perigo, pois, o Planejamento Estratégico poderá ser afetado e a empresa poderá ser duramente afetada até a curtíssimo prazo.

Como as empresas podem ter ideias inovadoras para reduzir custos?

Temos visto inúmeros CASES de empresas que tão somente preocupadas em não elevar os seus custos, acabaram perdendo participação nos seus segmentos, porque deixaram de investir em novos negócios e oportunidades que aparecem todos os dias no mercado.

No nosso entendimento, os custos devem ser vistos como o “dever de casa” a ser cumprido diariamente por todos os colaboradores das empresas. Todos devem estar conscientizados e motivados para tal. Para isso, devem ser conhecedores profundos e praticantes das inúmeras ferramentas de Gestão de Custos que estão disseminadas em vários livros, cursos, palestras, internet etc. e totalmente à disposição dos interessados.

Qual o papel do colaborador no aumento dos negócios?

O grande desafio do momento é conseguir colocar todos os colaboradores com a “obrigação” de aumentar as receitas da empresa. Novos produtos, novos clientes, novos mercados, novas parcerias, aumento de ticket médio, melhoria do atendimento, melhoria da logística, busca de novos negócios, melhoria dos prazos de entrega, melhoria da imagem, etc.

Custos fixos

Reduções de Custo são mais difíceis de serem implementadas no curto prazo. Isso se dá pela própria natureza que os custos são criados nas organizações.

 

Vejamos o exemplo dos custos fixos: se pegarmos as grandes contas como gastos com pessoal, aluguel, depreciação, seguros, treinamento, contratos, luz, água e telefone já teremos cerca 85% dos custos fixos.

Custos variáveis

A composição dos custos variáveis é ainda mais problemática, pois, compõem-se de custos que estão diretamente relacionados à venda: matéria prima, embalagens, comissões, impostos, bonificações, marketing, etc.

Quaisquer redução de custos visando um resultado de curto prazo pode desencadear um efeito contrário nos números da empresa.

Então, o mais sensato é que os dirigentes passem a trabalhar em duas vertentes:

  • Usando as ferramentas de Gestão de Custos para mudar a cultura da empresa, a médio e longo prazo, criando um Processo de Melhoria Contínua em toda a organização;
  • E por outro lado, concentrar todos os esforços na busca de novos negócios. Estudos mostram que aumentos de 10% nas receitas (RT) ou 2% na Margem de Contribuição (MC) podem significar alterações positivas de 50% e 74% nos resultados finais, como demonstra a figura abaixo.

RT = receita total

CDV = custos variáveis

MC = margem de contribuição

CDF = custos e despesas fixas

ML = margem líquida

Concluindo, nossa convicção é a de que, depois de estudar cerca de 300 empresas em mais de 2 décadas, aumentar negócios é o caminho mais indicado para uma organização que quer melhorar substancialmente seus resultados a curto prazo, enquanto que os Programas de Redução de Custos devem ser abolidos e substituídos por Processos de Melhoria Contínua.

Esperamos ter contribuído para que a sua empresa possa reencontrar o caminho do resultado, para saber mais entre em contato com a gente!

 

gestão de empresas

Erros fatais na gestão de pequenas e médias empresas. Como evitá-los e prosperar?

Centenas de milhares de pequenas e médias empresas entram e saem do mercado todos os anos, segundo dados do SEBRAE. A empresa nasce, cresce até o limite de recursos disponíveis (fase de maturidade) e se mantém nesse patamar até que o seu faturamento comece a cair em função das pressões do mercado.

Importante lembrar que, além dos recursos financeiros e operacionais disponíveis, há de se considerar, cada vez mais, os recursos não materiais, ou seja, o grau de maturidade (conhecimento + poder de inovação) que a empresa possui em todas as suas áreas: marketing, vendas, produção, administração, distribuição, etc.

Num ambiente que se altera a todo instante, devido às mudanças repentinas nos hábitos dos consumidores, ou nas regras do mercado, os recursos intangíveis assumem papel de destaque e podem fazer a diferença entre CRESCIMENTO, ESTAGNAÇÃO E DECADÊNCIA de uma organização.

Dentro desse contexto, confira os erros fatais na gestão de pequenas e médias e empresas!

Primeiro erro fatal: focar apenas nos recursos financeiros

O primeiro erro fatal das pequenas e médias empresas é achar que, nos dias de hoje, somente os recursos financeiros e materiais podem garantir a sobrevivência e / ou o crescimento de uma organização.

Segundo erro fatal: misturar o que é da empresa e o que é dos sócios

Um erro básico, mas ainda presente em muitas organizações é o de misturar o que é da empresa com o que é dos sócios.

A contabilidade trata deste assunto como o Princípio da Entidade, ou seja, o patrimônio e os interesses da Entidade devem estar acima de quaisquer outros interesses, por mais nobres que estes possam parecer.

Terceiro erro fatal: ainda acreditar que o feeling é o melhor caminho

Decisões com base no achômetro (feeling), indicações de parentes ou “chegados” para cargos gerenciais, gestão centralizada e autoritária, entre outras atitudes e comportamentos, são assuntos que devem ser abolidos da empresa para que ela possa ser realmente uma ENTIDADE que tem vida própria.

Devemos comparar sempre uma empresa como um filho que geramos para o mundo e não para nós, com seus próprios interesses e objetivos.

Quarto erro fatal: confundir regime de caixa e de competência

Outro erro ainda bastante comum, até em empresas de um porte maior, é o de confundir os Regimes de Caixa e de Competência. Neste, medimos a capacidade que a empresa possui de gerar lucros, dá-se pela equação: receitas – despesas = lucro / prejuízo; naquele, medimos a capacidade financeira da empresa, dá-se por outra equação: fluxo de entradas e saídas de dinheiro = superávit / déficit de caixa.

Embora de igual importância, os dois não podem ser confundidos em nenhum momento, sob o perigo de colocar a empresa em estado de estagnação (falta de investimentos) ou mesmo falir por não fazer uma administração de caixa compatível com a capacidade de geração de caixa da organização.

Quinto erro fatal: ratear custos fixos na formação de preços

Um erro ainda bastante comum é o de ratear custos fixos, de forma aleatória, aos custos dos produtos, mercadorias e serviços quando da formação de preços. Sabemos que as margens de contribuição dos mesmos são diferentes, maiores ou menores, de acordo com o ciclo de vida de cada um.

Desta forma, aqueles que possuem margens de contribuição menores, podem mostrar um resultado pequeno ou mesmo prejuízo, levando a decisões erradas e irreversíveis para o crescimento da empresa. Neste caso, é mil vezes preferível não ratear custos fixos e fazer a gestão apenas pelo Custeio Marginal.

Há ainda a se considerar o fato de que a empresa pode estar com a estrutura fixa muito “inchada”. Se ela transferir estes custos para o produto, estes ficarão caros e a venda pode cair ainda mais, entrando num perigoso “círculo vicioso” do negócio.

Sexto erro fatal: questões conceituais

Outros erros não menos importantes que os já citados, e que podem trazer grandes estragos à organização de pequeno e médio porte, estão relacionados à questões conceituais, como por exemplo:

  • Conceito de Pedido Adicional ou venda pontual (estratégica) onde as Margens de Contribuição e os Preços de Venda podem ser diferenciados;
  • O Ciclo de Vida dos produtos, em que alguns produtos podem ter Margens melhores por estarem nas fases de introdução ou crescimento;
  • Confusão entre ações de venda e ações de marketing;
  • Falta de entendimento entre o que é custo contábil e custo gerencial;
  • Confusão entre gastos de custeio e gastos de investimentos; etc.

Principalmente, nas pequenas e médias empresas, os gestores ainda acham que ter dados é o mesmo que ter informação, e que ter informação é o mesmo que ter conhecimento.

Finalizando, duas coisas fazem as empresas crescerem nos dias de hoje: ou a empresa tem um Produto Inovador ou a empresa tem uma Gestão Inovadora. Encontramos empresas que possuem uma coisa ou outra, assim como encontramos empresas que possuem as duas coisas.

O mais interessante é que muitas delas, depois de lançarem produtos inovadores no mercado, acabam falindo, pois ficaram no primeiro lançamento e se esqueceram de continuar inovando. Enquanto outras empresas cresceram com produtos considerados “comoditties”, mas de forma diferente, buscando parcerias, inovando com relação à gestão.

Há ainda empresas que, além de produtos inovadores, possuem uma incrível capacidade de gestão. O caminho destas é fácil de se imaginar, pois vemos a todo momento elas surgirem no mercado, crescerem e se tornarem grandes e respeitadas multinacionais.

Esperamos ter contribuído para que a sua empresa possa reencontrar o caminho do resultado, faça outras leituras essenciais como esta em nosso blog!